Lista de 2024
1) 21/1 – Geoff Ryman, Him
2) 13/2 – Bernard Mathieu, La
littérature de l’Égypte ancienne II – Moyen Empire et deuxième période
intermédiaire, p. 143-198 : Hymnes.
Descobrindo a mitologia egípcia bem aos poucos, em primeiro contato –
por incrível que possa parecer.
3) 18/2
– Madeline Miller, Heracles’ Bow (short story)
4) 22/3 – Anton Chekhov, Uncle Vanya (na tradução
de Elisaveta Fen)
5) 24/3
– James N. Loehlin, The Cambridge Introduction to Chekhov – somente algumas páginas: Uncle Vanya (pp. 124-135),
The Soviet Era (pp. 167-170) e The birth of a modern theatre (pp.
30-33).
6) 19/4
– Sinan Antoon, Postcards from the Underworld – que poemas tocantes! Fruto de reflexões religiosas, amorosas e da dor
da guerra, imagens densas e metáforas pesadas são marcas sobretudo dos meus
favoritos na coleção: Psalm, The New God, From Eve’s Confessions, The Saz
Player, In My Next Life, Another Day, Dismemberment, Heard on New Year’s Eve, A
Butterfly in New York, Angels on My Ceiling, Wars, A Prisoner’s Song, To an
Iraqi Infant, Delving, Sifting, Wrinkles on the Wind’s Forehead, Strings, A
Sign, and Absence.
7) 19/4 – Werner Bartens, Lob
der langen Liebe – Wie sie gelingt und warum sie unersetzbar ist
8) 12/7 – Kevin Conroy, Finding
Batman
9) 14/7 – Ludwig Rendle, Stille-Übungen
als Rituale zum Stundenbeginn
Este é um dos dois (o número seguinte é o outro) artigos curtinhos
que li, com sugestões bem interessantes para a aula de Religião, mas que eu
mesmo empreguei no projeto das mitologias brasileiras. Ele se encontra no livro
de mesmo autor intitulado Ganzheitliche Methoden im Religionsunterrich
(“Métodos holísticos na aula de Religião”). Aqui especificamente trata-se das
vantagens que o hábito criado de começar
a aula com um exercício meditativo em que as crianças encontram o silêncio
como uma “viagem para seu interior”, “trilhas para a transformação pessoal” e
“caminhos de aprendizagem espiritual”. Dois títulos no fim do texto ainda devem
me fornecer um aprofundamento mais tarde: Schüler brauchen Rituale
(“Crianças precisam de rituais”) de Gertrud Kaufmann-Huber e Stille-Übungen
mit Kindern (“Exercícios de silêncio com crianças”) de Gerda e Rüdiger
Maschwitz.
10) 15/7 – Heidrun Dierk et
alii, Grundfähigkeiten entwickeln
O segundo texto, antes um excerto que um artigo, se compõe das quinze
páginas finais do livro Das Kursbuch Religion 3. Nele se analisam as
competências (uma palavra-chave dos planos curriculares aqui de Hamburgo) que os
alunos devem desenvolver em relação à fé cristã e também a outras fés e
perspectivas. O livro é rica e lindamente ilustrado e, como em geral acontece aqui
no Zale, a qualidade do material, em princípio para os nono e décimo anos, me
choca. O excerto em si se divide em cinco partes (Wahrnehmen, Deuten,
Urteilen, Miteinander sprechen, Anwenden und Gestalten –
mais ou menos: perceber, interpretar, julgar [=valorar], falar com o outro,
aplicar e projetar [=conceber]), nas quais se explica aos alunos essa sequência
de procedimentos, os quais devem levá-los a uma melhor compreensão e capacidade
de utilização dos conceitos todos vistos no livro. Cada seção conta com uma
explicação e diversos exercícios que levam os alunos de volta a textos e
imagens espalhados pelo livro, o que faz com que essas páginas finais possam
funcionar como um resumão/exercício de retomada do conteúdo.
11) 17/7
– Alawiya Sobh, This thing called love (translated by Max Weiss)
12) 18/7 – Philip Wilkinson, Mythen
& Sagen aus allen Kulturkreisen (übersetzt von Angelika Feilhauer und
Elisabeth Reschat), S. 248-275 (Westafrika,
Zentralafrika, Ostafrika, Südafrika)
Um livrão fantástico, com a mesma cara dos da coleção The ... Book
– big ideas simply explained, a qual tinha recebido traduções constantes em português quando saí do Brasil. Não me parece que seja diferente na Alemanha, onde
consegui os de Mitologia, religião e black history sem problemas nas bibliotecas circulantes de bairro – tudo para a já famosa semana de projeto de
fim de ano no ginásio. Das quase trinta páginas que li, todas sobre mitologias
africanas (exclusa somente a do antigo Egito), como busca para o tema do
projeto, antes de me decidir reduzir à iorubá, impressionaram-me a seleção das
imagens e dos textos. Para o que se propõe, “grandes ideias explicadas com
simplicidade”, achei o apanhado bem rico e de leitura fácil e leve. Foi
encantador poder me fascinar com o mito de criação da terra e da sua sustentação
segundo os Fon em Dahomé (p. 250 e 251) e com o do aparecimento do homem a
partir de uma picada de abelha na mitologia dos San (p. 272). No meio dos
textos, também se inserem umas páginas pretas, em que um tema ou figura é
explorado paralelamente em diversas tradições. Entre as páginas que li, houve
duas dessas inserções: p. 254-255, em que se trata de heróis míticos, e p.
268-269, cujo tema são os xamãs – com as últimas revisitei memórias da deliciosa
sequência de palestras “Música e religião” de que participei entre janeiro e
fevereiro e aumentei minha vontade de ler Der Gesang des Eises – wie ich zur
Schamanin wurde de Annabelle Wimmer Bakic, um livro que se soslaiou no meu
caminho ontem, pela segunda vez, na minha livrariazinha esotérica favorita aqui
de Hamburgo. Outro livro que esta leitura me deixou com vontade de ler é The Mwindo Epic from the Banyanga (Congo Republic) de Daniel Biebuyck e Kahombo C. Mateene. A vida é curta
demais pra tudo que eu quero ler...
12) 19/7 – Das Mythologie Buch
(übersetzt von Karin Hofmann und Anke Wellner-Kempf), S. 284-297: Der Schöpfungsmythos der San; En-Kai und die Tiere; Anansi, die
Spinne; Der Kosmos der Dogon; Eshu, der Trickster.
13) 20/7 – Fabien Nury (Szenario),
Brüno (Zeichnungen) und Laurence Croix (Farben), Atar Gull oder das
Schicksal eines vorbildlichen Sklaven (übersetzt von Volker Zimmermann aus
dem Französischen)
14) 20/7 – Das Religionen Buch
(übersetzt von Kirsten Lehmann und Edigna Hackelsberger), S. 26-39: Besondere Menschen können in andere Welten reisen – Die Macht der
Schamanen (Samen); Warum sind wir hier? Erschaffen für einen Zweck (Baiga);
Warum sterben wir? Die Ursprung des Todes (Maori); Die Ewigkeit ist jetzt – Die
Traumzeit (australische Aborigines); Unsere Ahnen führen uns – Die Geister der
Toten Leben weiter (Quechua); Wir sollen gut sein – In Harmonie leben (Chewong);
Alles hängt zusammen – Ein lebenslanges Bündnis mit den Göttern (Warao). S.
114-115: Durch Rituale sprechen wir zu den Göttern – Andacht durch Puja
(Bhakti-Bewegung im Hinduismus).
15) 21/7 – Mirjam Zimmermann, Interreligiöses
Lernen narrativ – Feste in den Weltreligionen
16) 7/8 – Salome Benidze, Die
Stadt auf dem Wasser, aus dem Georgischen übersetzt von Iunona Guruli
17) 15/8 – Itamar Vieira Júnior, Torto
Arado
18) 22/8 – Ruth Guimarães, Água funda
19) 2/9 – Jeferson Tenório, O avesso
da pele
20) 7/9 – Nilton Resende, Fantasma
Três frases bem
tecidas do livro: “As lembranças como um feixe de varas onde posso me recostar”
(p. 58), “O amor é duro e inflexível como o seu avesso” (p. 70) e “Esquecer
alguém é como esquecer de apagar a luz do quintal e deixá-la acesa também de
dia” (p. 78).
21) 7/9 – Phil Kaye, Date & Time
22) 23/10 – Mark Waid and Paolo Rivera, Here comes… Daredevil (Vol. 1)
23) 2/11 – Frank Miller et David Mazzuchelli, Daredevil – Renaissance (traduction de Nicole Duclos)
24) 28/11 – Fiódor Dostoiévski, Dois
sonhos. O sonho do titio e Sonhos de Petersburgo em verso e prosa,
tradução de Paulo Bezerra
p. 218, citação
dos Sonhos: “Reconheço que o primeiro passo é o mais importante, no
entanto o segundo passo tem, talvez, um significado nada inferior. Vez por
outra se atribui o sucesso do primeiro passo a circunstâncias casuais, mas o
sucesso do segundo passo justifica o negócio de forma definitiva. Demonstra a
todo mundo não só a possibilidade mas também a solidez, assim como a maturidade
do negócio.”
25) 02/12 – Larry
Tremblay, Tableau final de l’amour
Je savais que le tableau qui m’obsédait depuis des années s’y
trouvait : le portrait du pape Innocent X, peint par Vélasquez. Je
considérais ce portrait comme l’un des plus grands jamais réalisés. Vélasquez
avait peint si méticuleusement le pape que celui-ci l’avait refusé, le trouvant
trop ressemblant. Il n’avait pas supporté – je l’imaginais et je le croyais – d’être
confronté à sa condition humaine, ayant espéré retrouver dans l’œuvre du
peintre le frémissement de la transcendance, la trace de la grâce, ne serait-ce
qu’un pli de la grandeur de sa fonction papale. Il n’avait vu qu’un homme aux
traits constipés, noyé dans ces vêtements somptueux d’église. Vélasquez avait
saisi de manière magistrale l’humanité de la situation autant que sa
bouffonnerie future. Ce tableau me fascinait et m’épouvantait. Je n’arrivais
pas à mettre le doigt sur la sensation qu’il provoquait en moi. Il m’attirait,
me dégoûtait, m’ébranlait. Aussi, ce jour-là à Rome, suis-je bien entré dans la
galerie Doria-Pamphilj. Je me suis approché de la salle où Le Pape Innocent
X était accroché, et plus je m’en approchais, plus les battements de mon
cœur m’alertaient, ralentissaient mes pas au point que, dans un mouvement de
panique, je me suis mis à courir vers la sortie. Je n’ai jamais vu le tableau. J’avais
le pressentiment que devant l’œuvre de Vélasquez, j’aurais été aspiré,
déchiqueté, dévoré par une force qui s’y terrait, comme une bête guettant sa
proie. (p. 84-85)
26) 12/12 – Ulrich
Müller, Heimat finden – Impulse aus dem Buch Rut
Kurzer Infoblock für alle Stadtkinder: Eine
Tenne ist ein freier Platz außerhalb einer Siedlung, wo der Wind ungehinderter
weht. Auf dieser Tenne wird geworfelt. Zuerst wird das Getreide gedroschen, die
Körner werden aus der Spreu, also aus der Hülse, herausgeschlagen. Körner und
Spreu sind dann aber immer noch vermischt. Also wird anschließend das
gedroschene Getreide mit Gabeln und Schaufeln in die Höhe geworfen – der Wind
verweht die leichte Spreu (vgl. Jeremia 4,11). Die schweren Getreidekörner, um
die es eigentlich geht, fallen zu Boden und können zum Schluss eingesammelt
werden.
Wenn abends und nachts vom Meer her Westwind
kommt, herrschen ideale Bedingungen zum Worfeln. Die Männer arbeiteten deswegen
damals häufig am Abend, wenn der Wind in passender Stärke über das Land wehte,
und schliefen anschließend auf der Tenne, um auf die Ernte aufzupassen. (S. 89-90)
27) 20/12 – E. A. Bremicker, Auf
dem Feld des Boas – Praktische Denkanstoße zu Ruth 2