sexta-feira, fevereiro 28, 2025

 

Lista de 2024


1) 21/1 – Geoff Ryman, Him


2) 13/2 – Bernard Mathieu, La littérature de l’Égypte ancienne II – Moyen Empire et deuxième période intermédiaire, p. 143-198 : Hymnes.

Descobrindo a mitologia egípcia bem aos poucos, em primeiro contato – por incrível que possa parecer.

 

3) 18/2 – Madeline Miller, Heracles’ Bow (short story)

 

4) 22/3 – Anton Chekhov, Uncle Vanya (na tradução de Elisaveta Fen)

 

5) 24/3 – James N. Loehlin, The Cambridge Introduction to Chekhov – somente algumas páginas: Uncle Vanya (pp. 124-135), The Soviet Era (pp. 167-170) e The birth of a modern theatre (pp. 30-33).

 

6) 19/4 – Sinan Antoon, Postcards from the Underworld – que poemas tocantes! Fruto de reflexões religiosas, amorosas e da dor da guerra, imagens densas e metáforas pesadas são marcas sobretudo dos meus favoritos na coleção: Psalm, The New God, From Eve’s Confessions, The Saz Player, In My Next Life, Another Day, Dismemberment, Heard on New Year’s Eve, A Butterfly in New York, Angels on My Ceiling, Wars, A Prisoner’s Song, To an Iraqi Infant, Delving, Sifting, Wrinkles on the Wind’s Forehead, Strings, A Sign, and Absence.

 

7) 19/4 – Werner Bartens, Lob der langen Liebe – Wie sie gelingt und warum sie unersetzbar ist

 

8) 12/7 – Kevin Conroy, Finding Batman

9) 14/7 – Ludwig Rendle, Stille-Übungen als Rituale zum Stundenbeginn

Este é um dos dois (o número seguinte é o outro) artigos curtinhos que li, com sugestões bem interessantes para a aula de Religião, mas que eu mesmo empreguei no projeto das mitologias brasileiras. Ele se encontra no livro de mesmo autor intitulado Ganzheitliche Methoden im Religionsunterrich (“Métodos holísticos na aula de Religião”). Aqui especificamente trata-se das vantagens que o hábito criado de começar  a aula com um exercício meditativo em que as crianças encontram o silêncio como uma “viagem para seu interior”, “trilhas para a transformação pessoal” e “caminhos de aprendizagem espiritual”. Dois títulos no fim do texto ainda devem me fornecer um aprofundamento mais tarde: Schüler brauchen Rituale (“Crianças precisam de rituais”) de Gertrud Kaufmann-Huber e Stille-Übungen mit Kindern (“Exercícios de silêncio com crianças”) de Gerda e Rüdiger Maschwitz.

10) 15/7 – Heidrun Dierk et alii, Grundfähigkeiten entwickeln

O segundo texto, antes um excerto que um artigo, se compõe das quinze páginas finais do livro Das Kursbuch Religion 3. Nele se analisam as competências (uma palavra-chave dos planos curriculares aqui de Hamburgo) que os alunos devem desenvolver em relação à fé cristã e também a outras fés e perspectivas. O livro é rica e lindamente ilustrado e, como em geral acontece aqui no Zale, a qualidade do material, em princípio para os nono e décimo anos, me choca. O excerto em si se divide em cinco partes (Wahrnehmen, Deuten, Urteilen, Miteinander sprechen, Anwenden und Gestalten – mais ou menos: perceber, interpretar, julgar [=valorar], falar com o outro, aplicar e projetar [=conceber]), nas quais se explica aos alunos essa sequência de procedimentos, os quais devem levá-los a uma melhor compreensão e capacidade de utilização dos conceitos todos vistos no livro. Cada seção conta com uma explicação e diversos exercícios que levam os alunos de volta a textos e imagens espalhados pelo livro, o que faz com que essas páginas finais possam funcionar como um resumão/exercício de retomada do conteúdo. 

11) 17/7 – Alawiya Sobh, This thing called love (translated by Max Weiss)

12) 18/7 – Philip Wilkinson, Mythen & Sagen aus allen Kulturkreisen (übersetzt von Angelika Feilhauer und Elisabeth Reschat), S. 248-275 (Westafrika, Zentralafrika, Ostafrika, Südafrika)

Um livrão fantástico, com a mesma cara dos da coleção The ... Book – big ideas simply explained, a qual tinha recebido traduções constantes em português quando saí do Brasil. Não me parece que seja diferente na Alemanha, onde consegui os de Mitologia, religião e black history sem problemas nas bibliotecas circulantes de bairro – tudo para a já famosa semana de projeto de fim de ano no ginásio. Das quase trinta páginas que li, todas sobre mitologias africanas (exclusa somente a do antigo Egito), como busca para o tema do projeto, antes de me decidir reduzir à iorubá, impressionaram-me a seleção das imagens e dos textos. Para o que se propõe, “grandes ideias explicadas com simplicidade”, achei o apanhado bem rico e de leitura fácil e leve. Foi encantador poder me fascinar com o mito de criação da terra e da sua sustentação segundo os Fon em Dahomé (p. 250 e 251) e com o do aparecimento do homem a partir de uma picada de abelha na mitologia dos San (p. 272). No meio dos textos, também se inserem umas páginas pretas, em que um tema ou figura é explorado paralelamente em diversas tradições. Entre as páginas que li, houve duas dessas inserções: p. 254-255, em que se trata de heróis míticos, e p. 268-269, cujo tema são os xamãs – com as últimas revisitei memórias da deliciosa sequência de palestras “Música e religião” de que participei entre janeiro e fevereiro e aumentei minha vontade de ler Der Gesang des Eises – wie ich zur Schamanin wurde de Annabelle Wimmer Bakic, um livro que se soslaiou no meu caminho ontem, pela segunda vez, na minha livrariazinha esotérica favorita aqui de Hamburgo. Outro livro que esta leitura me deixou com vontade de ler é The Mwindo Epic from the Banyanga (Congo Republic) de Daniel Biebuyck e Kahombo C. Mateene. A vida é curta demais pra tudo que eu quero ler...  

 

12) 19/7 – Das Mythologie Buch (übersetzt von Karin Hofmann und Anke Wellner-Kempf), S. 284-297: Der Schöpfungsmythos der San; En-Kai und die Tiere; Anansi, die Spinne; Der Kosmos der Dogon; Eshu, der Trickster.

 

13) 20/7 – Fabien Nury (Szenario), Brüno (Zeichnungen) und Laurence Croix (Farben), Atar Gull oder das Schicksal eines vorbildlichen Sklaven (übersetzt von Volker Zimmermann aus dem Französischen)

 

14) 20/7 – Das Religionen Buch (übersetzt von Kirsten Lehmann und Edigna Hackelsberger), S. 26-39: Besondere Menschen können in andere Welten reisen – Die Macht der Schamanen (Samen); Warum sind wir hier? Erschaffen für einen Zweck (Baiga); Warum sterben wir? Die Ursprung des Todes (Maori); Die Ewigkeit ist jetzt – Die Traumzeit (australische Aborigines); Unsere Ahnen führen uns – Die Geister der Toten Leben weiter (Quechua); Wir sollen gut sein – In Harmonie leben (Chewong); Alles hängt zusammen – Ein lebenslanges Bündnis mit den Göttern (Warao). S. 114-115: Durch Rituale sprechen wir zu den Göttern – Andacht durch Puja (Bhakti-Bewegung im Hinduismus).

 

15) 21/7 – Mirjam Zimmermann, Interreligiöses Lernen narrativ – Feste in den Weltreligionen

 

16) 7/8 – Salome Benidze, Die Stadt auf dem Wasser, aus dem Georgischen übersetzt von Iunona Guruli

 

17) 15/8 – Itamar Vieira Júnior, Torto Arado

 

18) 22/8 – Ruth Guimarães, Água funda

 

19) 2/9 – Jeferson Tenório, O avesso da pele

 

20) 7/9 – Nilton Resende, Fantasma

Três frases bem tecidas do livro: “As lembranças como um feixe de varas onde posso me recostar” (p. 58), “O amor é duro e inflexível como o seu avesso” (p. 70) e “Esquecer alguém é como esquecer de apagar a luz do quintal e deixá-la acesa também de dia” (p. 78).

 

21) 7/9 – Phil Kaye, Date & Time

 

22) 23/10 – Mark Waid and Paolo Rivera, Here comes… Daredevil (Vol. 1)

 

23) 2/11 – Frank Miller et David Mazzuchelli, Daredevil – Renaissance (traduction de Nicole Duclos) 

 

24) 28/11 – Fiódor Dostoiévski, Dois sonhos. O sonho do titio e Sonhos de Petersburgo em verso e prosa, tradução de Paulo Bezerra

p. 218, citação dos Sonhos: “Reconheço que o primeiro passo é o mais importante, no entanto o segundo passo tem, talvez, um significado nada inferior. Vez por outra se atribui o sucesso do primeiro passo a circunstâncias casuais, mas o sucesso do segundo passo justifica o negócio de forma definitiva. Demonstra a todo mundo não só a possibilidade mas também a solidez, assim como a maturidade do negócio.”

 

25) 02/12 – Larry Tremblay, Tableau final de l’amour

Je savais que le tableau qui m’obsédait depuis des années s’y trouvait : le portrait du pape Innocent X, peint par Vélasquez. Je considérais ce portrait comme l’un des plus grands jamais réalisés. Vélasquez avait peint si méticuleusement le pape que celui-ci l’avait refusé, le trouvant trop ressemblant. Il n’avait pas supporté – je l’imaginais et je le croyais – d’être confronté à sa condition humaine, ayant espéré retrouver dans l’œuvre du peintre le frémissement de la transcendance, la trace de la grâce, ne serait-ce qu’un pli de la grandeur de sa fonction papale. Il n’avait vu qu’un homme aux traits constipés, noyé dans ces vêtements somptueux d’église. Vélasquez avait saisi de manière magistrale l’humanité de la situation autant que sa bouffonnerie future. Ce tableau me fascinait et m’épouvantait. Je n’arrivais pas à mettre le doigt sur la sensation qu’il provoquait en moi. Il m’attirait, me dégoûtait, m’ébranlait. Aussi, ce jour-là à Rome, suis-je bien entré dans la galerie Doria-Pamphilj. Je me suis approché de la salle où Le Pape Innocent X était accroché, et plus je m’en approchais, plus les battements de mon cœur m’alertaient, ralentissaient mes pas au point que, dans un mouvement de panique, je me suis mis à courir vers la sortie. Je n’ai jamais vu le tableau. J’avais le pressentiment que devant l’œuvre de Vélasquez, j’aurais été aspiré, déchiqueté, dévoré par une force qui s’y terrait, comme une bête guettant sa proie. (p. 84-85)

 

26) 12/12 – Ulrich Müller, Heimat finden – Impulse aus dem Buch Rut

Kurzer Infoblock für alle Stadtkinder: Eine Tenne ist ein freier Platz außerhalb einer Siedlung, wo der Wind ungehinderter weht. Auf dieser Tenne wird geworfelt. Zuerst wird das Getreide gedroschen, die Körner werden aus der Spreu, also aus der Hülse, herausgeschlagen. Körner und Spreu sind dann aber immer noch vermischt. Also wird anschließend das gedroschene Getreide mit Gabeln und Schaufeln in die Höhe geworfen – der Wind verweht die leichte Spreu (vgl. Jeremia 4,11). Die schweren Getreidekörner, um die es eigentlich geht, fallen zu Boden und können zum Schluss eingesammelt werden.

Wenn abends und nachts vom Meer her Westwind kommt, herrschen ideale Bedingungen zum Worfeln. Die Männer arbeiteten deswegen damals häufig am Abend, wenn der Wind in passender Stärke über das Land wehte, und schliefen anschließend auf der Tenne, um auf die Ernte aufzupassen.  (S. 89-90)

 

27) 20/12 – E. A. Bremicker, Auf dem Feld des Boas – Praktische Denkanstoße zu Ruth 2




terça-feira, outubro 29, 2024

 

Roller Coaster


Michael tells me

dating is like a roller coaster

fun – but a lotta ups and downs

 

*

 

while at dinner

the glowing thing in my pocket

coyly whirs against my thigh

and a person I have met once

now thousands of miles away

has sent me parts of her body

we used to whisper about at sleepovers

 

*

 

Dan tells me about his wife

uses words like happiness

without caveat

or attached guru

 

but still cannot help asking about

what it must be like

to discover a whole body

to gently approach the shore

of a willing continent

that does not ask to build a shelter

 

*

 

I wake up next to a body

we chant words

that sound mostly like

I am not lonely now

 

now clothed

she says plainly

I have some other errands to run

& I think on the small cruelty of the word other

 

*

 

my family & I visit Disneyland

I ride the coaster

I was too young for as a child

 

I think less

about the brightly colored cars

charging up toward the sky

& racing down toward the ground

 

more than audible thrill

as we come

quickly around some corner

we cannot see past

 

but even more, the muted shuffling

as we exit

remembering to not leave

anything important behind

 

the quiet

as we turn our back

wondering where to go next

 

I think I am ready to go home

my sister says

 

I nod

 

 

Phil Kaye in Date & Time